terça-feira, 15 de maio de 2007

Fotos da dupla


Daniela Barbosa Arantes e Luciana Feitosa

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Micromorfologia das articulações

As articulações são compostas pelo tecido ósseo e pelo tecido cartilaginoso.

O tecido cartilaginoso, ou simplesmente cartilagem, é um tecido elástico e flexível, branco ou acinzentado, aderente às superfícies articulares dos ossos. Também é encontrado em outros locais como na orelha, na ponta do nariz. É formado por condrócitos e condroblastos (células) , revestido pelo pericôndrio (fibrocartilagem nao possui pericondrio). O tecido serve para dar forma e sustentação a algumas partes do corpo, mas com menor rigidez que os ossos e também serve para não dar atrito entre os ossos. No tecido cartilaginoso não existem vasos sanguíneos, nervos e vasos linfaticos.


Cartilagem de crescimento, ou disco epifisário, é uma cartilagem presente na epífise dos ossos longos jovens, modulando seu crescimento.
Ao contrário dos outros tecido conjuntivos, a cartilagem não possui vasos sanguíneos ou nervos, com exceção do pericôndrio (peri = ao redor; condros = cartilagem), a túnica de tecido conjuntivo denso não-modelado que reveste a superfície da cartilagem.

Composição
O tecido conjuntivo cartilaginoso é composto por células, fibras proteicas, substância intercelular e condrina (substância mucopolissacarídea com consistência de borracha).

Células
Condrócitos e seus precursores, conhecidos como condroblastos são as células comumentes encontradas na cartilagem.

Fibras proteicas
Colágeno em grande quantidade e poucas fibras elásticas. Na cartilagem hialina, colágeno tipo II corresponde a 40% de seu peso seco.

Matriz
O principal constituinte da matriz extracelular são os proteoglicanos (proteo = Proteína; glicano = Polissacarídeos), um tipo de glicosaminaglicano. Os tipos mais comuns de proteoglicanos presentes são: sulafto de conroitina e sulfato de queratina

Locais onde se encontram os tipos de cartilagem:

Cartilagem hialina: Possui moderada quantidade de fibras colágenas. Forma o primeiro esqueleto do embrião, que, depois, é substituído por osso. Mesmo assim, alguns locais dos ossos ainda mantêm esse tipo de cartilagem. Ela é a mais abundante do corpo humano. É encontrada no disco epifisário, fossas nasais, brônquios e na traquéia.

Cartilagem fibrosa: Apresenta abundante quantidade de fibras colágenas. É encontrada nos chamados discos intervertebrais (em azul, número 6 e 7, na figura ao lado) e na sínfise pubiana. Suporta altas pressões.

Cartilagem elástica: Pequena quantidade de colágeno e grande quantidade de fibras elásticas. É encontrada no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na epiglote, na tuba auditiva e na laringe.


Foto:

Cartilagem elástica.


O tecido ósseo é um tecido conjuntivo bem rígido, encontrado nos ossos do esqueleto dos vertebrados, onde ele é o tecido mais abundante. Suas funções principais são:

sustentar o corpo;

permitir a realização de movimentos;
proteger certos orgãos;
realizar a produção de elementos celulares do sangue.

As diferentes células envolvida e dois componentes da matriz mesenquimal óssea, que obrigatoriamente devem ser avaliados simultâneas em seus dois compartimentos o protéico e inorgânico, tornando necessária e fundamental uma breve revisão do papel do tecido mesenquimatoso durante todo o desenvolvimento embrionário.

As células mesenquimatosas indiferenciadas além da capacidade de se mover através dos tecidos, têm o potencial de se dividir rapidamente e se diferenciar em células especializadas do tecido músculo esquelético; como exemplo, em células de cartilagem, osso, tecidos fibrosos densos e músculos. Inúmeros fatores sistêmicos relacionados como a nutrição, com o equilíbrio hormonal ou ainda combinados com outros fatores locais (oxigênio, citocinas, nutrientes e etc) que serão discutidos em capítulo específico, influenciam a proliferação e a diferenciação das células mesenquimatosas.

Os fatores locais e sistêmicos interagem com o potencial genômico das células-tronco indiferenciadas para determinar a sua progressão até as células altamente diferenciadas, como os condrócitos e osteócitos. As células mesenquimatosas indiferenciadas dão origem a vários tipos de células e o processo de diferenciação depende dos estímulos oriundos do meio. Assim, as células mesenquimatosas podem assumir várias formas dentre os quais destacamos: eritrócito, leucócito, macrófago, adipócito, célula muscular lisa, condrócito, fibroblastos, osteoblasto que por sua vez origina o osteócito.

É importante realçar que o osso, in natura, possui uma matriz protéica que perfaz respectivamente 70% do volume e 30% do peso do osso; enquanto que a matriz inorgânica, que é formada principalmente pelo fosfato de cálcio, corresponde apenas a 35% do volume e 60% do peso do osso. Os complementos restantes são devidos a outros elementos e principalmente a água. É conceito primário da física dos materiais que a estrutura de subsistência de qualquer substância, produto, objeto ou do corpo humano é a responsável pela sua resistência e sustentação. Logo, até pelo simples conhecimento da física básica, é possível entender de forma direta e simples, a razão do colágeno ósseo, estrutura de sustentação de vários tecidos humanos, inclusive do osso, estabelecer relação direta entre sua deterioração e o risco de fratura.

Sendo o tecido ósseo altamente vascularizado, todo o esqueleto recebe a cada minuto 10% de todo o débito cardíaco, revelando a importância de uma eficaz perfusão sanguínea óssea, para oferecer nutrientes básicos essenciais para a adequada síntese de colágeno.

Apesar de ser o mais importante componente da matriz mesenquimal óssea, outras proteínas participam do processo de iniciação da mineralização óssea, que corresponde a ligação do componente mineral à matriz protéica. Na fase inicial ocorre um contato íntimo, estreito, da hidroxiapatita com as fibrilas do colágeno, se situando em locais específicos que são denominados de “buracos “ que existem entre as fibrilas que compõem a tri hélice do colágeno. Essa disposição arquitetural sobre a matriz protéica básica resulta em um produto bilamelar, que é responsável pelas propriedades mecânicas do osso, sendo portanto capaz de resistir a todo tipo de estresse mecânico.

Por sua vez, o colágeno propicia a todos os tipos de tecidos conjuntivos a sua forma básica e no tecido ósseo é o principal responsável pela resistência tênsil (resistência à fratura). No entanto, os tipos, as concentrações e a organização do colágeno são variáveis em cada tecido. O colágeno tipo I forma as fibrilas de feixes transversais que podem ser observados na microscopia eletrônica em todos os tecidos conjuntivos.

Foto:

Camada externa do tecido ósseo (osso compacto).

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Curiosidade



Artrite na ovelha Dolly preocupa cientista. Uma artrite na pata traseira esquerda da ovelha Dollly está preocupando o mundo científico. Inúmeros estudos tentam revelar a causa da doença, porém já é quase certo que a artrite se deve ao fato de a ovelha clonada apresentar envelhecimento precoce. Se tal fato for comprovado, os cientistas que estudam a clonagem terão um grande problema pela frente.

Algumas doenças

Artrites

Caracterizadas pela pesença de células inflamatórias na membrana sinovial, mas a natureza reflete-se no volume e caráter do líquido articular
Artrite bacteriana: incomum em cães e gatos, mas comum em animais de produção, nos quais é hematógena e poliarticular. Bacteremia neonatal secundária à onfalite e entrada orointestinal – poliartrite em cordeiros…..Algumas artrites são facilmente resolvidas, quando o microorganismo é facilmente eliminado, em outras, as bactérias podem persistir, podendo tornar-se crônico.

Agentes:
Actinomyces pyogenes - uma das causas mais comuns de artrite em bovinos e suinos
Osteomielites induzidas por bactérias podem estender-se através do córtex da metáfise para a articulação.

Erysipelohtrix rhusiopathiae causa septicemia em suínos – poliartrite crônica e dolorosa é uma seqüela comum, inicialmente a artrite é fibrinosa, torna-se linfoplasmocitária com acentuada hipertrofia das vilosidades da membrana sinovial.

E. coli e estreptococos em bezerros neonatais e leitões (articulações, meninges e superfícies serosas – serofibrinosa aguda tornando-se purulenta.

Haemophylus parasuis (Glasser) em suinos entre 8 e 16 semanas de idade, poliartrite e polisserosite fibrinosa e meningite.

Meningoencefalite tromboembólica por Haemophilus somnus em bovinos.

Mycoplasma bovis causa poliartrite fibrinosa em bovinos de confinamento, laminite e tumefação das articulações sinoviais.

M. hyorhinis – poliartrite fibrinosa e polisserosite em suinos na época do desmame.

Virus da CAE causa artrite crônica em caprinos mais velhos. A doença é causada por claudicação debilitante.

A artrite no cão é freqüentemente classificada como erosiva ou não erosiva. Artrite reumatóide no cão é pouco comum.

Doenças degenerativas da articulação:

Osteoartirte ou osteoartrose
Aumento de volume e deformidade das articulações em graus variados, dor e mau funcionamento articular.

Osteocondrose
Falha ou retardamento focal ou multifocal na ossificação endocondral. Envolve a placa de crescimento metafisário e o complexo cartilagem articular-epifisária.
Pode ter participação no mau desenvolvimento das superfícies articulares (displasia coxofemural) e na bambeira (wobbler) eqüina.
Fendas podem se desenvolver nos locais de retenção da cartilagem. Essas fendas formam-se ao longo de linhas de necrose. A separação do complexo cartilagem articular epifisária do osso epifisário origina “flaps”ósseos ou fragmentos intra-articulares de cartilagem. Esse processo é chamado de osteocondrite dissecante. Desenvolve-se em várias articulações, incluindo as faces da coluna vertebral. Podem estar associadas à dor, efusão articular, e sinovite não supurativa.

Epifiseólise
Lesão de osteocondrose, mas não é associada à retenção de cartilagem. Representa a separação entre epífise e osso metafisário e, provavelmente envolve algum grau de trauma sobre uma placa de crescimento metafisária degenerada. A cabeça do fêmur pode estar envolvida em suinos de terminação e marrãs jovens.



Foto:

A artrite em elefantes, decorrente da falta de espaço nos cativeiros nos EUA.